Bastidores
Da Avenida Paulista à Bienal: Manu encontra seus leitores
16 de setembro de 2026 • 4 min de leitura • Rodolfo Andrade

O lançamento na Livraria Drummond, na Avenida Paulista, e a participação na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, com palestra no stand do Conselho Regional de Biblioteconomia.
Um livro só existe por inteiro quando encontra leitores. Nos últimos meses, Manu: Entre Dois Mundos viveu dois encontros que marcaram a trajetória da obra — e que eu guardo com muito orgulho.
O primeiro foi o lançamento na Livraria Drummond, na Avenida Paulista, em São Paulo. A livraria abriu espaço para uma noite de conversa e autógrafos com a casa cheia: leitores de todas as idades, famílias inteiras, professores, amigos e curiosos que pararam para ouvir a história de um jovem que atravessa a cidade rumo à serra. Ao lado dos exemplares, as ilustrações originais do livro e os colares vermelhos que viraram símbolo do projeto.
O que mais me emocionou foram as crianças e adolescentes que chegaram à mesa com o livro na mão, querendo saber da onça, da escalada, da comunidade Lumaraká. É exatamente esse o público que imaginei enquanto escrevia — e vê-lo ali, na Avenida Paulista, foi a melhor confirmação de que a travessia de Manu fala com essa geração.
O segundo encontro foi ainda maior: a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Distrito Anhembi, uma das maiores feiras literárias do mundo, com centenas de milhares de visitantes ao longo de dez dias. Estive lá pela Livraria Loyola, que levou Manu: Entre Dois Mundos para os seus leitores.
Na Bienal, palestrei no stand do Conselho Regional de Biblioteconomia, dentro da programação #SouBibliotecaEscolar — Jovens Leitores, ao lado de bibliotecárias e educadoras, para uma plateia formada por profissionais da leitura e estudantes. Conversamos sobre a biblioteca escolar como espaço de democracia, sobre mediação de leitura com jovens e sobre como um romance pode abrir portas para temas difíceis: escolhas, pertencimento, saúde mental, território e respeito aos povos indígenas.
Falar de literatura juvenil no coração da maior feira do livro do país, em um espaço dedicado às bibliotecas escolares, foi um privilégio raro. Saí de lá com a certeza de que o caminho deste projeto passa pela escola e pela biblioteca — e com uma lista de convites que já viraram novas conversas com turmas Brasil afora.
A quem esteve em qualquer um desses encontros: obrigado. Se a sua escola, biblioteca ou feira quiser receber essa conversa, é só me chamar.
Manu: Entre Dois Mundos
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O romance vem acompanhado de um percurso pedagógico interdisciplinar com mais de 40 atividades prontas.
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